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OSTEOPOROSE

Os ossos do corpo humano estão em constante renovação com formação de osso novo e reabsorção de osso já formado, sendo esse processo dependente da vitamina D e do cálcio, dentre outros fatores. Na osteoporose temos alteração no equilíbrio deste processo resultando em progressiva redução da massa óssea. Como conseqüência, os ossos vão se tornando mais porosos e frágeis (“descalcificados”) aumentando o risco de fraturas.

Nosso corpo acumula massa óssea até por volta de 30 a 35 anos, sendo que a partir dessa idade perde-se cerca de 0,3% da massa óssea por ano. A osteoporose decorre dessa perda de massa óssea acumulada, sendo silenciosa e de importância relevante pela sua elevada e crescente incidência, afetando grande número de brasileiros. Estima-se que cerca de 35% das mulheres acima de 45 anos apresentam alteração na densidade mineral óssea.

QUAIS AS PESSOAS MAIS ACOMETIDAS PELA OSTEOPOROSE?

Com o envelhecimento há perda óssea gradual, sendo que nas mulheres após a menopausa essa perda intensifica-se significativamente devido às mudanças hormonais. Portanto, embora pessoas de qualquer sexo (homens e mulheres) e faixa etária (crianças a idosos) possam ser acometidas, a osteoporose geralmente está relacionada ao envelhecimento, principalmente em mulheres pós-menopausa.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS FATORES DE RISCO PARA DESENVOLVER A OSTEOPOROSE?

Mulheres pós-menopausa, homens acima de 65 anos, ingesta excessiva de café ou álcool, fumantes, sedentarismo, imobilização prolongada, história familiar, descendentes de brancos e asiáticos, baixo peso, uso prolongado de certos medicamentos (por exemplo: corticóides e alguns anti-epiléticos), algumas doenças endócrinas, má alimentação e condições gastro-intestinais  que afetam a absorção de nutrientes (principalmente vitamina D e cálcio).

QUAIS SÃO OS SINTOMAS RELACIONADOS À OSTEOPOROSE?

A osteoporose é uma doença silenciosa e instala-se a princípio sem causar sintomas. Com o tempo, os ossos vão ficando cada vez mais fragilizados até que pode haver fraturas por pequenos impactos ou pela própria insuficiência (fraqueza óssea), sendo mais comuns as fraturas de vértebras, podendo até reduzir a estatura e levando a encurvamento da coluna, as fraturas do fêmur e punho.

COMO DIAGNOSTICAR A OSTEOPOROSE?

O diagnóstico deve ser feito pelo médico baseado na história e exame clínicos, associado a densitometria óssea e exames laboratoriais.

COMO A DENSITOMETRIA ÓSSEA PODE AUXILIAR NA OSTEOPOROSE?

                Para a medição da massa óssea e acompanhamento do tratamento a densitometria óssea é o principal exame. Normalmente, se houver fatores de risco deve-se realizar a densitometria óssea em mulheres acima de 40 anos e em homens após os 50 anos. Há também situações especiais em que se deve realizar o exame em idades mais precoces, até mesmos em crianças.

QUAL O TRATAMENTO DA OSTEOPOROSE?

O tratamento é realizado com uso de medicamentos administrado com base nos resultados obtidos através dos exames de densitometria óssea e laboratoriais e tem a finalidade de repor a massa óssea. Além disso, as mesmas medidas preventivas citada abaixo devem ser instituídas.

COMO FAÇO PARA PREVENIR A OSTEOPOROSE?

Praticar exercícios físicos, ingerir nutrientes adequadamente (vitamina D, cálcio, dentre outros), expor-se ao sol no início da manhã ou no final da tarde, evitar fumo, álcool e cafeína, fazer adaptações em casa para evitar quedas (tapetes, escadas, calçados apropriados), realizar densitometria óssea quando necessário, reposição hormonal para mulheres quando indicado, e se houver alguma doença que esteja influenciando o metabolismo ósseo deve-se avaliar e tratar cada situação.

Para finalizar, lembramos que a visita ao médico regularmente e as medidas preventivas são as principais ferramentas para combater a osteoporose.